Um homem
teme o próprio cadáver
Um homem
teme um espelho quebrado
Tem medo do
chão, dos vermes
Tem medo da
terra, da cova
No engarrafamento
da vida
Caminha em
seu defunto
De mãos
dadas, decompostas
A mãe dos demônios
dança
Glorioso
manto roto
Acredita sua
pele
Sete mundos
habita
Cravado
entre extremos
Transmuta
fezes em ouro
Sob olhar do
Corvo
-FVL
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