Olha para cima, agora.
Um olho sem íris é a lua
Que desliza... preguiçosa...
Sem vergonha, pela noite
Voyeur degenerado nas horas
Da escuridão morna dos trópicos
Observador volúvel da vida
Procura novos ângulos
Das mesmas mentiras
Cúmplice dos assassinos incautos
A enterrar suas vítimas
Olho que contempla sempre
As flores do teu jazigo aqui
Embaixo...
É arquiteta da loucura!
Nas noites sem destino,
Onde encontramos o consolo
Do seu olhar frio e indiferente.
Nada julga e não se importa
Pois sabe que seu final
Não pertence aos vermes
Das tuas tripas transbordantes.
FVL
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