domingo, novembro 08, 2009

Nascentes

Sinto a mudança aproximar,
Como canção muda nascente:
Vibra minhas veias verdes,
Dança íntima ainda a rasgar:
Um peito cheio de poentes,
Olhos vivos, tantas tardes.
Sinto teu toque abrandar,
Uma vontade que mente
Sob gritos fracos covardes.
Sol vigoroso que tenta iluminar
A sombra projetada de fluorescentes

Tua luz arde
Muda a canção

Meu porvir não há de ser igual
E sóis mortos hão de beijar ventos outros,
Não os de minhas memórias vivas,
Talvez futuros impensados ou carentes:
De poentes áridos, corações da lama,
Lamentos alheios e tragédias compradas.
Esse porvir é possibilidade magnética
Reservado aos dínamos do passado
Minha canção é vento
E muda com a luz


FVL

Um comentário:

Unknown disse...

meu poeta...
anotei esse poema e guardo comigo até hoje...