Hoje, quando senti a falha:
Mais uma vez, sempre a correr
Olhos baços perdidos em névoa,
Senti, cego, mais um horizonte.
Perdi aquilo que os olhos não sabiam,
Não tentavam sequer procurar,
Dar fácil à mente elétrica -
Horizonte de falhas póstumas.
A lua me olha e a criança idem:
Branca a pele de uma
Índigo a da outra
Não sei quem me engana mais.
O porto tem névoa.
Eu tenho olhos.
Mas o horizonte é uma falha.
E corro perdido.
FVL
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