Corre algo do meu lado
Corre um nome vago, calado,
Se sonho – não sei
Mas corro, também
Sempre agarrado a mim mesmo
Sofro desejos de incenso
E quero ouvir o nome gritar-se,
Um sopro de fumaça vaga
No entender calado da consciência
Ouço o trovejar mudo dessa nuvem,
E, consciente do centro dela
a chover Medo e Fome, brilho
Mas a corrida acaba,
Presa numa teia:
Eu sou a aranha que tece
Eu sou o abismo que desce
Tudo é meu sonho
Tudo é meu nome
FVL
Um comentário:
Perigo é descer o abismo ou acordar do sonho, (acabar a corrida!, sem antes sentir o medo, a fome e a presença de outro que definha e se amedronta!,) sem antes escutar o nome que não é teu somente.
(e a cada releitura mergulho mais fundo!)
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