quarta-feira, novembro 03, 2010

Espelhado

O sol vermelho da tarde morta
Bate fraco e queima lento
Uma esperança tardia de homem novo

Um sol morto de esperanças novas
Lento e vermelho como a tarde
Queimada e batida pelo homem novo

Foi embora e deixou para trás
Um carvão preto e sujo
Que chamei de Eu

A lua azul da rebenta noite
Toca, doce, e embala suave
Sua alegria de nascer de novo

Rebenta na noite o azul da lua
E uma alegria suave nasce doce
Do toque e embalo renovado

Criou a si mesmo, belo,
Um cristal inédito no passado
Ousei chamá-lo Meu Querer


FVL

Nenhum comentário: