E arranquei tua cabeça.
Das orelhas fiz barquinhos,
Dos olhos duas bóias.
E teu nariz, tão ventoso,
Virou veleiro veloz,
Nove vezes rumo ao inferno.
Teu cérebro, joguei na areia,
Memória desmanchada no tempo.
Com teu crânio desci o rio,
E dele fiz minha taça.
Pois queria beber do Letes,
E tirar a areia da garganta.
-FVL
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