Eu sou a Besta que devora teu sexo ensangüentado,
Enquanto tu, convulsiva, retorce em agonia de prazer.
Desespero, esperando que minhas mandíbulas adentrem
Cada vez mais fundo na tua carne roxa e lamacenta.
Agora olha mais de perto, com tua boca seca verde
Vê o Verme que te promete mil amores
Terno e suculento como a dor dos dias de amanhã
Sabe que as cinzas invejam a Viscosidade dele
Pegajosa, como teus amores mortos te decompõem
Come o Verme e diz sim à vida!
(do livro de um poeta árabe louco, que um dia subiu o Volga)
FVL