quarta-feira, julho 28, 2004

Dia Longo

O aprender constante é condição.
Do viver fascinante, sua imposição.
A paciente observação tenta enterrar
Nas profundezas da mente distraída
Toda alucinante abstração.
O preço do saber é sua frustração.
A inquieta inteligência
Sabe-se de longa data, tem urgência
De constante irrigação.
De gradual elevação.
Sublimação...
Sacralização...
Objetividade e humildade.
Saúde e vida longa ao mestre
Detentor dos misteriosos saberes
E que de nossa rude alma nada reste.
O que nos resta no viver
A não ser aprender?
Todos queremos, sabemos, a grande sina do saber
Quem sabe, talvez, o preço do poder... Dar preço ao saber
É inevitável ao humano ser.

Fernando Vieira Lazzarin

Nenhum comentário: