Sentado no banco branco
Embaixo do pinheiro velho
Deixo meu olhar desfocar,
Despreocupado de objetos,
Meditando a imprecisão,
Percebo de forma clara:
Os sentidos sem arreios
São embalados por uma onda
Enxergam sem mais rodeios
A exterioridade essencial
De todas as coisas.
Dançam juntas na pulsação,
Desde o dia da criação,
O Perceber e o Recriar,
A Constância e a Mutação.
FVL
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